A fantasiosa luta encenada nas eleições

Com Temer, a política nacional se transformou em fantasia para alguns e em terror para outros. A investida do presidente pela aprovação da reforma da previdência escancara o descompromisso democrático do que chamam de ‘equipe’, hoje a frente do Planalto.

Por outro lado, o reflexo desse descompromisso com o povo atinge outras que cidades fora do círculo de poder. A discussão entre polos ideológicos se alastra por todo o país, e a militância de Wi-Fi acompanha. Vemos figuras políticas de várias legendas perderem espaço na defesa dos interesses do povo e repetindo hábitos tradicionais da política nacional que tanto criticam: criando situações de ‘luta’ restritas aos períodos eleitorais.

Cabe destacar ainda que em 2018, as eleições são para ocupar cargos estaduais e federais, mas a participação de políticos atuantes nos municípios durante a campanha é fundamental para eleger os candidatos este ano. Outra observação é sobre aqueles revolucionários que lutam ‘bravamente’ à época da eleição e depois somem diante de atrocidades cometidas pelos mandatários, com defesa de interesses questionável.

O caminho para o alcance da justiça social deve ser permanente, principalmente para pressionar aqueles da classe política, responsáveis pelas canetadas que influenciam o dia a dia de cada trabalhadora e trabalhador brasileiro. Os ataques da esfera federal do governo e a falta de ética dos políticos colocam em xeque a validade da Constituição Federal de 88, que tem entre seus guardiões, ninguém mais ninguém menos que Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

A ilusão de que o fervor da campanha muda algo precisa ser superada, principalmente entre aqueles que não ocupam cargos públicos eletivos. O caminho é longo, mas precisamos começar, seja pressionando políticos pelas ações irresponsáveis e muitas vezes criminosas, seja observando aqueles que, ao longo do tempo, abandonam bandeiras que tanto defendiam. É como dizia Abraham Lincoln, “pecar pelo silêncio quando se deveria protestar, transforma homens em covardes”.

Osmam Martins tem 21 anos, é jornalista,
progressista e estuda a comunicação na teoria e prática.
Twitter – @osmam_martins

 

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